A escolha adequada das baias para cavalos é um fator decisivo para a saúde, o bem-estar e a segurança dos animais, e Altevir Seidel costuma destacar que a infraestrutura do estábulo deve ser planejada com o mesmo rigor técnico aplicado em qualquer outra estrutura de uso permanente. Logo no início do projeto de uma instalação equestre, considerar critérios construtivos corretos evita problemas futuros.
Antes de tudo, é importante compreender que a baia não é apenas um espaço de descanso, mas também um ambiente onde o cavalo passa parte significativa do dia. Portanto, dimensões, ventilação, iluminação e materiais utilizados influenciam diretamente no comportamento e na saúde do animal. Assim, escolhas inadequadas podem resultar em estresse, doenças respiratórias e acidentes.
Dimensões mínimas e espaço de movimentação
Um dos primeiros critérios na escolha da baia é o tamanho adequado para o porte do cavalo. De modo geral, recomenda-se que a baia permita ao animal girar, deitar e levantar-se confortavelmente sem risco de colisão com paredes ou estruturas. Para cavalos adultos de porte médio, baias com cerca de 3,5 m por 3,5 m costumam oferecer condições satisfatórias.
Altevir Seidel elucida que cavalos maiores ou animais em recuperação podem necessitar de espaços ainda mais amplos. Diante disso, o dimensionamento deve considerar não apenas o padrão mínimo, mas as características específicas dos animais que ocuparão a instalação.
Ventilação e qualidade do ar
Outro fator técnico essencial é a ventilação. Ambientes fechados e mal ventilados favorecem o acúmulo de poeira, gases provenientes da urina e umidade excessiva, aumentando o risco de doenças respiratórias. Dessa forma, o projeto deve prever aberturas superiores, janelas laterais ou sistemas de ventilação natural cruzada.
Outro aspecto relevante é que a altura do pé-direito influencia na renovação do ar e no conforto térmico. Estruturas mais altas permitem melhor dissipação de calor e odores, criando um ambiente mais saudável para os animais e para os tratadores, informa Altevir Seidel.
Materiais e acabamento das paredes
Os materiais utilizados na construção das baias devem oferecer resistência mecânica e, ao mesmo tempo, minimizar riscos de ferimentos. Superfícies muito ásperas podem causar lesões, enquanto materiais frágeis podem ser danificados com facilidade pelo impacto do animal.
Assim, é comum utilizar madeira tratada, alvenaria com revestimento liso ou painéis metálicos com proteção adequada. Altevir Seidel apresenta ainda que cantos arredondados e ausência de saliências reduzem o risco de cortes e contusões, especialmente em animais mais agitados.
Portas, travas e sistemas de fechamento
As portas das baias precisam permitir fácil acesso para limpeza e manejo, sem comprometer a segurança. Modelos de correr são bastante utilizados por ocuparem menos espaço e reduzirem o risco de impacto. Entretanto, o sistema de trilhos deve ser bem protegido para evitar acúmulo de sujeira e travamentos.

De igual modo, como frisa Altevir Seidel, as travas devem ser resistentes e de fácil operação, mas seguras o suficiente para impedir que o cavalo as abra com movimentos involuntários. Dessa maneira, evita-se fuga do animal e possíveis acidentes no estábulo.
Piso e sistema de drenagem
O piso da baia também merece atenção especial. Superfícies escorregadias aumentam o risco de quedas, enquanto pisos muito duros podem gerar desconforto e problemas articulares. Por isso, o ideal é utilizar pisos com leve textura antiderrapante e resistência adequada à umidade.
Há ainda o aspecto de que a inclinação correta do piso e a presença de sistema de drenagem facilitam a limpeza e evitam acúmulo de líquidos. Com isso, mantém-se o ambiente mais seco, reduzindo odores e proliferação de microrganismos.
Cama e conforto térmico
A escolha do material da cama, como maravalha, palha ou outros substratos, influência no conforto térmico e na absorção de umidade. Camas bem mantidas contribuem para o descanso adequado e reduzem o risco de lesões por pressão.
Entretanto, a manutenção regular é indispensável, como destaca Altevir Seidel. A troca periódica do material evita contaminações e mantém o ambiente mais higiênico, beneficiando tanto o animal quanto os responsáveis pelo manejo.
Planejamento integrado da instalação equestre
A baia deve ser pensada como parte de um conjunto maior de instalações, que inclui corredores, áreas de manejo, baias de lavagem e espaços de circulação. Assim, o planejamento integrado melhora a eficiência do trabalho diário e reduz riscos operacionais.
Conforme explica Altevir Seidel, investir em infraestrutura adequada para equinos é investir em segurança, durabilidade e bem-estar animal. Quando as baias são projetadas com critérios técnicos e foco no uso real, os benefícios se refletem na saúde dos cavalos e na funcionalidade de toda a instalação equestre.
Autor: Todd C. Cooper
