Segundo o empresário Alex Nabuco dos Santos, o mercado de imóveis de temporada consolidou-se como uma das alternativas mais atrativas para investidores que buscam maximizar o retorno sobre o capital imobiliário. A digitalização das plataformas de reserva transformou profundamente a forma como esses ativos são geridos, ampliando o alcance do público e a eficiência das operações.
Apesar do potencial de rendimento ser significativamente superior ao da locação tradicional, esse modelo demanda uma gestão muito mais ativa e estratégica. É necessário acompanhar de perto as oscilações da demanda ao longo do ano, ajustar preços, manter a qualidade do imóvel e responder rapidamente às dinâmicas do mercado para garantir resultados consistentes e sustentáveis.
A rentabilidade superior dos imóveis de temporada
A principal vantagem de investir em imóveis de temporada reside no valor da diária, que, quando acumulado em períodos de alta ocupação, supera largamente o valor de uma renda mensal fixa. Este modelo permite que o proprietário ajuste os preços conforme a sazonalidade, eventos locais ou feriados, otimizando o fluxo de caixa de maneira estratégica.
Alex Nabuco dos Santos explica que a rentabilidade bruta deste tipo de ativo pode chegar a ser o dobro ou o triplo da locação convencional em destinos consolidados. O especialista ressalta, contudo, que para atingir estes números é fundamental investir na “experiência do hóspede”, o que inclui desde uma decoração funcional até à oferta de comodidades como internet de alta velocidade e check-in facilitado. Assim, o rendimento deixa de ser passivo e passa a depender diretamente da qualidade do serviço prestado.
Principais riscos e desafios da gestão de curta duração
Apesar dos ganhos elevados, os imóveis de temporada apresentam riscos específicos que não podem ser ignorados. A vacância em períodos de baixa estação é o principal desafio, podendo comprometer o lucro anual caso não haja uma reserva financeira para cobrir os custos fixos de condomínio e impostos durante os meses menos movimentados.
De acordo com Alex Nabuco dos Santos, o desgaste físico do imóvel é outro ponto crítico, dado o fluxo constante de diferentes pessoas. O empresário indica que a manutenção preventiva deve ser rigorosa para evitar avaliações negativas nas plataformas, as quais podem afundar a visibilidade do anúncio. Além disso, as mudanças nas regulações municipais e nas regras dos condomínios representam um risco jurídico que exige monitorização constante por parte do investidor.

Estratégias para mitigar incertezas e maximizar o lucro
Para ter sucesso com imóveis de temporada, o investidor deve adotar uma postura profissional, tratando a unidade habitacional como um microempreendimento. A utilização de softwares de gestão de canais (Channel Managers) permite sincronizar calendários em diversas plataformas, evitando o risco de reservas duplicadas e aumentando a exposição do imóvel.
Como aponta Alex Nabuco dos Santos, a diversificação do público-alvo é uma excelente forma de manter a ocupação em alta. O especialista frisa que, ao adaptar o espaço para receber tanto turistas em lazer como profissionais em “anywhere office”, o proprietário reduz a dependência de feriados específicos. Esta versatilidade é o que garante a resiliência do investimento face a alterações inesperadas no cenário econômico ou turístico.
O papel da localização na segurança do investimento
No segmento de curta duração, a localização não é apenas um detalhe, mas o fator determinante para a viabilidade do negócio. Imóveis situados próximos a polos de entretenimento, hospitais de referência ou centros de convenções tendem a ter uma ocupação mais linear e menos dependente do clima ou das estações do ano.
Como destaca Alex Nabuco dos Santos, a escolha do ponto geográfico deve ser precedida por um estudo de mercado detalhado sobre a concorrência local. Em 2026, a tendência é a valorização de bairros que oferecem o conceito de “cidade de 15 minutos”, onde o hóspede encontra tudo o que precisa a curtas distâncias. Os imóveis de temporada continuam a ser uma excelente via de rentabilização, desde que o investidor esteja disposto a equilibrar a busca por altos ganhos com uma gestão técnica e profissionalizada.
Autor: Todd C. Cooper
