Segundo o superintendente geral Ian Cunha, um feedback que funciona é o que melhora a performance sem destruir a confiança. Tratar o feedback como ferramenta de liderança, não como desabafo: ele serve para alinhar padrão, reduzir retrabalho e acelerar maturidade.
Um feedback mal feito gera defensividade, medo e queda de qualidade. Assim sendo, o objetivo é criar um tipo de conversa que preserve dignidade, deixe expectativas claras e produza evolução. Se você quer cobrar com firmeza sem virar um líder agressivo, e ser empático sem cair na permissividade, continue a leitura e entenda como respeito e exigência podem andar juntos.
Por que evitar feedback custa caro?
Evitar feedback é caro porque o problema continua. Quando um comportamento inadequado se repete, ele vira padrão, e o time aprende que “aqui pode”. À luz de uma cultura de execução, isso impacta diretamente a consistência. A empresa perde qualidade, perde ritmo e gasta energia consertando depois.

Feedback é um investimento em previsibilidade. Como resultado, o time passa a entender o que é esperado, e a organização reduz variabilidade. Em última análise, o feedback que funciona é aquele que protege o padrão sem humilhar ninguém.
Firmeza não é dureza, é clareza
Muita gente confunde firmeza com agressividade. Firmeza é clareza sobre o que precisa mudar. A agressividade, por outro lado, transforma o feedback em ataque pessoal. O foco precisa estar no comportamento e no impacto, não na identidade.
Como aponta o fundador Ian Cunha, um feedback forte é específico. Ele não diz “você é desorganizado”. Ele aponta o que aconteceu e o efeito causado. Dessa forma, a pessoa consegue entender o problema sem entrar em defesa. A conversa se torna mais objetiva, e a chance de evolução aumenta.
Respeito é tratar o outro como capaz
Respeito, no feedback, não é suavizar tudo. Respeito é tratar o outro como alguém capaz de aprender. Quando o líder fala como se o colaborador fosse incapaz, a mensagem vira condenação. Em contrapartida, quando o líder fala como quem espera melhora, o feedback vira convite à responsabilidade.
Para o CEO Ian Cunha, cobrar com respeito significa preservar a dignidade do outro enquanto se protege o padrão. Isso inclui tom, linguagem e contexto. Assim sendo, o líder não perde autoridade; ele ganha confiança. A equipe passa a associar cobrança a crescimento, não a ameaça.
O erro comum de atacar intenção
Um dos erros mais destrutivos é presumir intenção. Quando o líder atribui preguiça, descaso ou desinteresse, ele cria conflito. Mesmo que haja falha, a interpretação de intenção aumenta a defensividade e reduz abertura para ajuste. Feedback eficaz evita julgamento moral e prioriza evidência.
Como sugere o superintendente geral Ian Cunha, a liderança madura não precisa vencer a discussão, precisa mudar o comportamento. A conversa deve focar no que é observável e no que é esperado daqui em diante, preservando o objetivo de evolução.
Evolução exige padrão e continuidade
Feedback não é um evento isolado. Ele funciona quando existe continuidade, porque mudança de comportamento exige tempo e repetição. Em contrapartida, feedback raro vira explosão, e explosão vira trauma. Assim sendo, o melhor feedback é o que acontece com regularidade suficiente para evitar acúmulo.
Como resume o CEO Ian Cunha, o feedback eficaz fortalece a performance porque dá direção. Ele reduz ruído, evita retrabalho e melhora a coordenação. Um feedback que funciona combina firmeza com respeito, foco em comportamento e compromisso com evolução. A liderança que sabe dar feedback constrói um time mais forte, mais autônomo e mais consistente, sem abdicar do padrão.
Autor: Todd C. Cooper
